Família Mustelidae

Os "primos"  sul-americanos.
" mustela galictis cuja " " mustela galictis vittata " "mustela africana"
Distribuição geográfica: sudeste do México ao Peru central e sudeste do BrasilAlimentação: pequenos vertebrados, invertebrados, ovos e frutos.Reprodução: 2 a 4 filhotes, que nascem após um mês de gestação.
 
A distribuição geográfica das duas espécies ainda é confusa. Galictis vittata ocorre principalmente na região norte do Brasil, não estando determinado ainda seu limite ao sul. Galictis cuja ocorre na porção centro-sul do continente e nordeste do Brasil. Habita florestas e áreas abertas, inclusive capoeiras, vivendo sob troncos de árvores ou pedras, em tocas que eles mesmos podem cavar. É ativo tanto de dia como à noite. Freqüentemente é visto em pares ou pequenos grupos, provavelmente familiares, que se comunicam através de vocalizações. A sua dieta inclui pequenos mamíferos, aves e seus ovos, répteis e anfíbios, insetos e frutas
 

A dieta provavelmente é composta por pequenos vertebrados. Por ser uma espécie com mínima informação levantada, não se tem idéia do status da população. Os pouquíssimos registros disponíveis sugerem que seja naturalmente rara e admite-se que a destruição de seu habitat possa comprometer ainda mais fortemente a sobrevivência da espécie. É classificada pelo IBAMA, como espécie ameaçada de extinção.

Distribuição: Brasil, Colômbia, Equador, Peru, apesar do nome, essa espécie não ocorre na África.Este animal é um dos mamíferos menos conhecidos da fauna sul-americana. Possui comprimento de 40 a 60 cm e coloração castanha com a região ventral um pouco mais clara. As quatro patas têm a superfície plantar sem pelos e os dedos ligados por membranas, o que sugere hábitos semi-aquáticos. Sua distribuição é incerta, apresenta registros isolados em algumas localidades o longo de quase toda bacia amazônica, ao leste do Equador e nordeste do Peru. A dieta provavelmente é composta por pequenos vertebrados. Por ser uma espécie com mínima informação levantada, não se tem idéia do status da população. Os pouquíssimos registros disponíveis sugerem que seja naturalmente rara e admite-se que a destruição de seu habitat possa comprometer ainda mais fortemente a sobrevivência da espécie. É classificada pelo IBAMA, como espécie ameaçada de extinção.

         História (1o. Texto que relata os "ditos" Furões Brasileiros"

Epistola Rerum Naturalium  do Padre José de Anchieta.

Entre os animais que vivem na água, ainda, Anchieta relaciona as lontras que parecem identificar-se com a Lutra paranensis, carnívoro da família Mustelídeos, ou, provavelmente, com as ariranhas, da mesma família, porém do gênero Pteronura brasiliensis, maiores que as lontras (1,00 m estas; e 2,40 m, aquelas, ambas, com quase um terço pertencendo à cauda).

O Taumaturgo limita-se a dizer que "das suas peles, de pelos muito macios, fazem-se cintos" e a indicar que vivem em bandos, são "animais de cor quase negra, são pouco maiores que os gatos, munidos de agudíssimos dentes e unha".Este último elemento, do tamanho um pouco maior que o gato, aplica-se mais à lontra que à ariranha, salvo a referência que, no mesmo item da Carta, Anchieta faz a "outros animais quase do mesmo gênero, mas de diverso nome entre os índios, que se prestam ao mesmo uso", isto é, do aproveitamento das peles.

Serafim Leite, apoiado em Olivério Mário e Friederici (Amerikanistisches Wörterbuch), nas notas às Cartas (III, 214) fica pela probabilidade de serem tais animalia ratões do banhado ou nutrias. Mas, o ratão do banhado não é do mesmo grupo e família. ( seriam nossos Furões?).Tanto a lontra como a ariranha são Mustelídeos, ao passo que o ratão do banhado é um roedor do grupo dos Histricomorphos, família Octodontideos, Myocastor coypus. Assemelha-se a enorme rato, o que não teria passado despercebido de Anchieta, aproximando-se da cotia, pelo tamanho, de pernas baixas e rabo de rato (44 a 55 cm). Se a cor é preta, o que condiz com a cor pardo-cinzenta, um pouco amarelada em baixo, da lontra, e com a da ariranha que é da mesma cor desta, porém de barriga menos clara, os animais descritos são "de cor quase negra", podendo-se resumir que se trate das mesmas lontras.( FURÕES).

A palavra hispano-americana nutria, com que se denominavam no Sul a ariranha e a lontra, foi aplicada ao "ratão do banhado", com fins comerciais para passar a pele deste, inferior, pela pele daquela, mais delicada e macia.